Rolha ou Rosca (Screw Cap)?

Quando falamos de vinho, ainda tem muitos mitos que rondam as opiniões.

A rolha de cortiça passou a ser utilizada em garrafas de vinho no século XVIII, época em que a bebida começou a ser produzida em grande escala para o consumidor. Já as garrafas com tampas de rosca só começaram a ganhar popularidade no final do século XX. Por conta de sua recente aparição no mundo dos vinhos, é muito comum pensar que as garrafas seladas com esse tipo de material não são de boa qualidade. Essa ideia foi difundida no imaginário popular em parte por conta do preço da rolha de cortiça. Como é mais cara, segue-se o raciocínio de que os produtores só a utilizam em seus rótulos mais refinados. Mas ao longo do tempo, ficou claro que alguns produtos tendem a utilizar a tampa de rosca para evitar que o vinho sofra algum dano, como o bouchonée, um defeito muito conhecido em rolhas de cortiça, e a oxidação. Por isso, é errado pensar que vinhos que utilizam a tampa de rosca, ou screw caps, como chamam os norte-americanos, são de qualidade inferior. Atualmente alguns produtores utilizam a tampa de rosca para vinhos que são feitos para o consumo rápido e a cortiça para aqueles rótulos feitos para o envelhecimento.


SCREW CAP
Forma de vedação que vem ganhando espaço pela sua comprovada praticidade e eficácia no isolamento completo da entrada de oxigênio na garrafa.  Somados ao baixo custo de produção, tornar-se uma boa opção para o mercado atual. Geralmente é usado nos vinhos de consumo rápido ou média guarda.
– Desvantagem: perde o charme no ritual de abertura da garrafa.
ROLHA
Clássico vedante das garrafas de Vinho! Muito valorizado pela homogeneidade, impermeabilidade, elasticidade, resistência ao desgaste, compressibilidade, leveza e flutuabilidade, isolante térmico inerte ao vinho, inodora e pouco inflamável.
– Desvantagem: possibilidade de transmitir ao vinho o fungo “bouchonnée” e ressecamento.

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